sábado, 27 de março de 2010

CAMA KING SIZE

de Igor Capezzi
Thiago, Felipe e Matheus são calouros em uma faculdade particular. Filhos de classe média, ficaram se conhecendo no cursinho pré-vestibular. Na verdade, Felipe e Matheus já tinham trombado na academia que frequentavam, mas até então não passavam de um cumprimento de cabeça ou um leve sorriso. A aproximação com Thiago só aconteceu mesmo no cursinho. Por mera coincidência os três sempre sentavam lado a lado na enorme sala estilo anfiteatro onde eram dadas as aulas. Essa proximidade involuntária acabou criando uma camaradagem, que foi se estreitando ao longo do preparatório. Os dois ratos de academia logo sentiram o potencial de Thiago, um nerdezinho sempre com as matérias na ponta da língua. Não tardaram a iniciar um grupo de estudos, sempre na casa de Felipe, que era maior e proporcionava altas sessões de cinema no final da tarde.
Não havia nenhuma rivalidade nerd/sarado. Os caras respeitavam o amigo franzino, que por sua vez aparentava admiração pelos amigos. A diferença entre os corpos dos caras era marcante.
Felipe brancão, 1.85, cabelos aloirados, olhos azuis, físico bem trabalhado, com o famoso tanquinho, braços e pernas musculosas, porém sem grande exagero.
Matheus não era tão branco quanto o colega. Moreno claro, cabelos pretos e expressivos olhos castanhos, que dependendo da luminosidade do dia aparentavam ser verdes. Também alto, ostentava grande massa muscular em seus 1.82. Embora menor que o brancão, aparentava mais estatura, pelo fato dele sim, ter o corpo mais avantajado às custas de muito ferro puxado.
Thiago, típico nerd, tinha meros 1.70 em um corpo mais magrinho, que pouco poderia ser descrito por estar sempre coberto por calças compridas, blusas largas, um estilo bem despojado, desprovido de qualquer vaidade.
Como no início da história já são calouros, obviamente seus estudos valeram a pena, passaram no vestibular e estão iniciando uma nova fase em suas vidas.
Na faculdade, os amigos mantêem a velha proximidade. Estudam na mesma sala e ressucitaram o grupo de estudos. Claro, isso não aconteceu logo de início. Os dois bombados rapidamente se enturmaram com seus iguais. Nessa fase da vida o que não faltam são festas, geralmente regadas a muita bebida, alguma droga e sexo, é claro. Não que desprezassem o antigo companheiro, mas Thiago nem sempre estava disposto a virar noite com provas e trabalhos para o dia seguinte. Resultado, fim do primeiro semestre, Felipe e Matheus pendurados em várias matérias. Agora sim, era a hora de ressucitar seu velho grupo de estudos.
Felipe foi o primeiro a tomar iniciativa. Meio sem graça, procurou o nerd para propor uma rodada de aulas de reforço, os três mosqueteiros de volta a ativa. Thiago, sempre alegre e receptivo quando sentia atenção da parte dos bonitões, logo abriu a guarda e marcou:
- Legal Felipe, vamos então na minha casa dessa vez, aparece lá às duas horas valeu? Pode deixar que eu combino com o Matheus.
Mal o loirão virou as costas, o rapazinho franzino correu atrás do segundo colega:
- Colé Matheus! O Felipe me falou da gente estudar, rola sim, vamos lá prá casa, já marquei com ele. Aparece ali pelas quatro horas beleza?
O bombadão ficou na maior alegria, afinal estava em situação pior ainda que Felipe. Retribuiu o gesto do nerdezinho com um abraço apertado, levantando-o no ar.
Quase sem folego, Thiago só esboçou um sorriso. Será que finalmente ia conseguir realizar o sonho acalentado há mais de um ano?
Duas horas em ponto o interfone tocou no apartamento. Ao ouvir a voz de Felipe, Thiago só disse, "sobe". Correu para a porta, abriu e ficou esperando o elevador chegar no final do corredor. O barulho do motor estacionando no andar provocou um frio na barriga. Caminhando, contra a luz do vitral do prédio, surgiu aquele deus viking. Alto, os cabelos loiros em desalinho, regata preta exibindo os braços fortes e tão branquinhos, short e tenis. A meia pequena deixava a vista tornozelos bem desenhados que finalizavam as pernas perfeitas cobertas de penugem clarinha, quase imperceptível.
O grandão também reparou no colega. Thiago se mostrava bastante diferente. Sem as largas roupas de costume, estava bem a vontade, de short, sem camisa e descalço. O nerd enganava bem. Assim, exibindo o corpo, revelava-se pequeno, porém firme, com alguns tímidos musculos saltando sob a pela branca. As pernas eram grossas, com grande volume de pelos negros, diferente do peito, que era lisinho e surpreendentemente definido, assim como a barriga reta, sem gomos, mas também sem protuberancias ou indesejáveis pneus.
Abrindo um largo sorriso Thiago estende a mão ao colega, que aperta em um cumprimento másculo, sem deixar de perceber a firmeza e o peso daquela mãozinha que até então julgava delicada.
- Colé, o Matheus já tá aí? - Não, não, você chegou primeiro... Era grande o esforço do baixinho para não dar bandeira da sua ansiedade. - Mas entra aí cara, ele deve tá estourando já. Quer beber alguma coisa, tá muito calor né? - Porra, nem fala bro. Cê tem refri aí?
Felipe também tentava disfarçar. Era óbvio que o amigo estava nervoso. E que roupas eram aquelas? Pô, o cara nunca tinha deixado aparecer um pedacinho de pele.
Nesse desacerto, os dois rapazes acabam se atrapalhando na porta e numa relada involuntária o grandão percebe um certo volume no short de Thiago.
Que isso? Será que esse moleque tá com tesão? Nada tão estranho assim, tanto Felipe quanto Matheus não eram exatamente santinhos. Já o nerd... será?
Ainda de quatro no chão da sala, sentindo a porra escorrendo do seu cu, o rapaz relembrava atônito os acontecimentos, como em um filme com a velocidade acelerada:
Ao abrir a geladeira para pegar refrigerante, sentiu duas mãos segurando seu pulsos com carinho, mas evidente firmeza, enquanto era encoxado por trás. Sem reação, deixou-se conduzir para o outro lado da cozinha, onde foi encostado na parede, o rosto pressionado contra o azulejo frio. Num instante já estava com a bunda nua, sentindo um cacete grosso e quente fazendo pressão contra ela. Incrível como não conseguia reagir, limitando-se a gemer e as vezes soltar um grito um pouco mais alto, ao levar uma mordida nas costas ou um aperto mais vigoroso na cintura. Pego pelos cabelos, teve a cabeça virada prá trás e sentiu a língua nervosa do parceiro invadir a sua boca. O mais impressionante era como aquela pegada era máscula, e não dava margem a qualquer tipo de atitude que não fosse seguir o ritmo daquele garoto que o dominava apenas com os toques firmes e olhares direcionados.
Um desses olhares apontando para o chão o fez ajoelhar-se. Agora estava frente a frente com o companheiro, porém na altura do seu cacete. Um leve movimento indicou o que deveria fazer em seguida. Ainda inseguro abriu de leve a boca recebendo o mastro vigoroso. Os movimentos do quadril do outro, a princípio leves, tornaram-se vigorosos, em estocadas profundas que chegavam em sua garganta. Em alguns momentos o ar faltava, o que fazia com que ele levantasse os olhos lacrimejantes, quase em expressão de súplica, recebendo de volta um olhar frio e intimidador. Percebia claramente que não tinha vez ou voz, a sua única opção era seguir o comando daquele que havia assumido o papel de macho com total segurança e empenho.
O boquete não durou muito tempo. Aquele garanhão queria mais. Segurando-o pelos cabelos fez com que o seguisse de quatro até a sala. O piso frio da cozinha foi substituído pela maciez de um tapete felpudo, que deu mais conforto aos seus joelhos.
Ainda de quatro, não ousava se levantar. Estava sob total controle do outro, que de pé o observava, sem dizer uma palavra. Aliviado, sentiu um toque carinhoso em sua cabeça e, entre envergonhado e tesudo, se atreveu a levantar novamente o olhar, encontrando um sorriso do macho. Sorriu de volta, sem saber direito o que fazer, completamente atordoado com a situação. Foi quando sentiu de novo a boca quente do amigo de encontro à sua, a lingua grossa forçando passagem entre seus lábios e se entregou ao beijo.
Alguns quadros do filme adiante, já se via com os pés prá cima, enquanto aquela lingua poderosa forçava outro buraco, literalmente fodendo o seu cusinho. Da língua ao dedo, sentiu a tora que conhecia pela chupada forçar o seu anel. A tentativa de protesto foi calada com um beijo quente, seguido de mamadas nos seus peitinhos endurecidos pelo tesão.
A sequência de metidas foi frenética. Seu parceiro revelava-se uma máquiina de foder. Os gemidos agora mais altos eram sufocados por beijos quentes e molhados, que aumentavam ainda mais o seu tesão. Como se o corpo flutuasse, logo se viu de quatro com o macho montado em cima, as pernas flexionadas, cobrindo-o feito uma cadela. O vigor das pistoladas era completado agora pelos puxões nos cabelos, funcionando feito uma rédea. Seus gemidos se tornaram soluços, tal o grau de excitação, quando sentiu a porra quente invadir suas entranhas, consumando o ato.
Ainda com a porra escorrendo do cu, acordou do devaneio com um chutinho de leve em sua panturrilha. Olhou de lado e viu o companheiro dizer, com um sorriso.
- Não fica aí parado bro, arruma logo que o Matheus já vai chegar e não quero que vocês se encontrem agora aqui em casa...
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2 comentários:

Anônimo disse...

Continua, por favor!!!!
Já tô adorando.

Compre Livros GLS disse...

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