sábado, 25 de julho de 2009

LOBINHO (no banheiro) - 3

A noite toda foi tensa para Marcelo. Depois de se esforçar muito no trabalho de matemática, a expectativa do encontro com o amado era grande. Também era grande a expectativa quanto ao resultado do trabalho. O menino estudioso era bom em todas as matérias, inclusive em matemática, mas vai saber, podia ter passado por algum cálculo despercebido.
Bem cedo, ele se apronta para a aula. parece até que vai numa festa, tal o cuidado com a aparência. A mãe estranha a disposição, tão diferente do dia anterior. Ele sai antes dela, o que nunca costuma acontecer, porque ela entra cedo no trabalho. Como madrugou, ele chega na escola ainda deserta. Cumprimenta o porteiro e vê apenas alguns gatos pingados pelo pátio. Vai direto para o banheiro marcado, com um frio de ansiedade no estomago e o trabalho caprichado em um envelope, dentro da mochila. Naturalmente o banheiro determinado pelo colega é o mais deserto do colégio, raramente usado pelos alunos.
Marcelo entra em um reservado, abaixa a tampa do vaso e senta, esperando que a qualquer momento a porta se abra dando passagem ao objeto de sua paixão. Não precisa esperar muito, logo ouve passos firmes e apressados, a porta se abre. Mais uma vez, o encontro de olhares. Os olhos doces e ingênuos encontram os olhos profundos e intimidadores. Sem querer o menino tímido abaixa a cabeça, enquanto Lobinho olha de cima, sempre com ar arrogante.
- Fez o que eu mandei véi? O tom é firme e ao mesmo tempo casual, de quem tem certeza que foi obedecido.
- Tá aqui... a mãozinha trêmula estende o envelope, enquanto o olhar lânguido e apaixonado observa o macho, de bermuda, camiseta e tênis de skatista. Por toda brecha fogem pelos negros, fazendo jus ao apelido.
O garoto maior, mas mais delicado, também está de bermuda, camiseta e tênis da moda, porém seu corpo é bem lisinho.
- Valeu cara... agora porque você tá me olhando em pé? Véi, quando eu chegar, você ajoelha tá ligado? Não tem ninguém aqui. Se tiver gente perto, tá limpo, mas sozinho não quero você me encarando em pé não.
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Meio confuso com a situação, Marcelo fica intimidado. Não tem ninguém por perto, a escola meio deserta e o banheiro isolado. Ao mesmo tempo, não só o medo faz com que ele se ajoelhe, de certa forma a situação dá tesão. Ele se sente submisso ao menino mau que tirou sua virgindade de forma tão violenta.
De joelhos, aos pés de Lobinho, o menino doce fica trêmulo. Não sabe o que pode vir agora. Espontaneamente, como que para se garantir, ele abaixa e beija de leve os pés do colega, que o olha de cima, com os olhos frios e penetrantes de sempre.
- É isso aí moleque, tô vendo que pra cara inteligente não precisa falar tudo. Bom, tem um presentinho prá você, abre o velcro da minha bermuda aí.
Com a mãozinha delicada e trêmula, ele abre o velcro e vê saltar o pau peludo do macho. Lobinho não se dá bem com cuecas, prefere sempre a bermuda direto por cima da pele.
- Chupa viadinho, vou te dar seu café da manhã.
De joelhos, o garoto doce coloca a boca no pau duro. Ele agora já conhece o gosto e para ele é incomparável. Quantas e quantas noites não tinha sonhado com o colega, quantos e quantos banhos não foram marcados pelas homenagens prestadas a ele, usando apenas a imaginação.O peludo não perde tempo. Sentir o hálito quente e a boca molhadinha do menino frágil despertam seu tesão animal. A mão já pega firme os cabelos do parceiro e ele mete com vontade, como se fosse entrar com o pau pela garganta adentro. De joelhos, Marcelo levanta os olhinhos lânguidos para seu macho, submisso e apaixonado, levando estocadas que o deixam sufocado.
O gozo chega em golfadas. Lobinho urra, sem medo de alguém ouvir ou não. Nestas horas, perde totalmente o controle. A boquinha do passivo recebe toda a porra, e num esforço não deixa escapar quase nada. O pouco que escorre para nos pelos negros do saco do menino bravo, e ele lambe rapidamente, engolindo tudo.
- Beleza véi, agora torce prá esse trabalho me dar 10, senão a coisa pode ficar feia pro seu lado. Com estas palavras, Lobinho guarda o pau e sai do banheiro, batendo a porta.

sábado, 18 de julho de 2009

LOBINHO (o dia seguinte) - 2

Na manhã seguinte, Marcelo não teve forças para levantar e ir pro colégio. Os olhos estão inchados, por ter chorado a noite inteira. Seu amor platônico tinha se tornado um desejo. Agora que tinha sentido o toque animal do colega, não conseguia parar de pensar nele. Seu pau até ardia ao lembrar de tudo o que tinha acontecido, e ao mesmo tempo seu coração enchia de tristeza por ter sido tão maltratado. Chorava cada vez que lembrava que provavelmente tinha sido usado pelo menino peludo. Chorava cada vez que pensava que provavelmente Lobinho já estaria com alguma menina, das muitas que o seguiam. Chorava cada vez que pensava nas fofocas que ouvia baixinho pelos corredores sobre as professoras, e principalmente, sobre o professor Maia.
Morando com a mãe, Marcelo passava as tardes sozinho em casa. Menino obediente, cuidava de tudo para aliviar o peso dela, que trabalhava fora o dia inteiro para sustentá-los. Ele que limpava, fazia comida, cuidava de tudo. Uma diarista dava faxina e lavava a roupa. Absorto na cozinha, adiantando o jantar, ouviu uma buzina na porta. Olhando pela janelinha, o coração ficou aos saltos. Montado numa moto, só de capacete e calção, Lobinho exibia o corpo peludo e os pés descalços, bem em frente a sua casa. Ele também estava só de shortinho e com uma camiseta meio grande, velha, os pezinhos delicados no chão. Tremulo de ansiedade, o garoto abre a porta, lançando os olhinhos doces na direção do macho. Já sem capacete, Lobinho encara com seu olhar profundo. Empurrando Marcelo para o lado, entra na casa.
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- Colé, porque você não foi na aula hoje? Pergunta, firme e frio como sempre. Na mão, a mochila vazia do colega, que entrega sem muitas delongas:
- Valeu, precisei dela prá levar uns troços. O garoto doce não encontra palavras. Segurando a mochila, que o outro não soltou, apenas olha lânguido para o homem que vê na sua frente. Um macho firme, seguro, tão diferente dele, sempre tão frágil e indefeso.
- Vai ficar aí parado moleque? E o meu beijo? Lobinho o puxa pela mochila para perto de si. Sem resistir, Marcelo cai nos braços peludos que o acolhem com firmeza. Fechando os olhinhos, sente a língua áspera abrir seus lábios e travar uma luta com sua linguinha tão delicada. Lobinho beija com vontade, enfia as mãos por dentro do shortinho e aperta firme a bundinha lisa do menino, que esquece tudo que passou nas mãos daquele predador e se entrega, deixando a paixão falar mais alto.
- Pede prá eu te comer... A voz do macho é firme.
- Me come... Responde o menino com voz baixa e meio afeminada.
- Não é assim! A resposta é seca, seguida de um tapa na cara.
- Você tem muito que aprender prá ficar comigo. Ajoelha!
Novamente sem saber reagir e novamente surpreso pelos maltratos, Marcelo ajoelha sem questionar, tremulo, os olhos doces rasos de lágrimas olhando com medo o menino mandão.
- Isso mesmo, agora beija meus pés. A ordem é firme, não deixa dúvidas.
Amedrontado, o garoto frágil se abaixa e beija os lindos pés do peludão. Ainda com a boca acariciando os pés do outro, ouve a nova ordem.
- Isso, agora pede, fala o que você quer...
Levantando os olhinhos doces e assustados, o rosto rosado pelo tapa que levou, o menino obediente pede, voz tremula:
- Me come... - Beleza, tá aprendendo. Lobinho fala firme como sempre, o olhar penetrante de encontro ao olhar lânguido do apaixonado.
- Agora vê se não mata mais aula véi, não quero precisar vir te buscar aqui tá ligado? Se eu precisar vir não vai ser legal prá vc...
Sem entender nada, Marcelo continua de joelhos, só concordando com tudo balançando a cabeça. Por dentro está pegando fogo, acaricia com as mãos fininhas os pés do macho, enquanto ouve ele falar, doido pra ser beijado de novo.
- Tô indo nessa, na mochila tem um trabalho de matemática que a vaca da professora passou prá amanhã. Você sabe que tô precisando de ponto, então vê se capricha. E cuidado com a letra, não vai dar uma de mané e dar bandeira tá ligado? Me entrega no banheiro, antes do sinal.
O garoto estudioso e doce não entende nada. Não ia ter sexo? As lágrimas brotam nos olhinhos. Incapaz de reagir, sua única arma era o choro.
- Que foi moleque? O tom de Lobinho é duro.
-Vai chorar de novo? Porra, você é pior que uma menininha. Faz o trabalho direito, me dá 10 nele e eu vejo o que você merece. Agora beija meu pé, anda! A última frase sai quase em um grito, que faz Marcelo estremecer.
Engolindo o choro, ele beija o pé do menino mandão. Está se sentindo usado de novo, mas vai fazer o que? O medo, a paixão e o tesão falam mais alto.
- Valeu véi, não esquece, amanhã, antes do sinal, no banheiro. Fui.
Lobinho sai batendo a porta. Inerte, de joelhos, ainda engolindo o choro, o menininho doce ouve o som da moto arrancar. Com surpresa, percebe que o pau está duro e a solução é ir bater uma no banheiro, pensando naquele corpo peludo pesando sobre o seu.

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